Amor pela causa autista

A peça de quebra-cabeça está na minha marca porque essa causa não é um item de programa: é o motivo de eu continuar.

Por que essa é a minha causa

Trabalho com pessoas que precisam de atenção especial há mais de cinco décadas. Nesse caminho, aprendi com centenas de famílias atípicas que o amor sozinho não resolve — ele precisa vir acompanhado de política pública, de serviço que funciona e de porta que abre.

A família que recebe um diagnóstico de autismo entra numa corrida contra o tempo. E quase sempre corre sozinha: fila para avaliar, fila para terapia, escola que não sabe o que fazer, trabalho que se perde para poder cuidar. Meu compromisso é encurtar essa corrida.

O que eu vou defender

  1. Diagnóstico sem espera

    Ampliar a rede pública de avaliação para que nenhuma família precise esperar anos — ou pagar o que não tem — por um diagnóstico.

  2. Terapia contínua pelo SUS

    Atendimento multidisciplinar de verdade: fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e educação física, com continuidade e perto de casa.

  3. Escola preparada, não só matriculada

    Formação continuada para professores e profissional de apoio em número suficiente. Matricular sem preparar não é inclusão.

  4. Apoio a quem cuida

    Acolhimento psicológico, orientação jurídica e apoio de renda para mães, pais e cuidadores que abrem mão da própria vida profissional.

  5. CIPTEA respeitada em todo lugar

    Que a carteira de identificação seja reconhecida em qualquer serviço público do país, sem que a família precise explicar o diagnóstico toda vez.

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Essa causa também é sua?

Se você vive essa realidade ou conhece quem viva, me conta. Cada história que chega vira argumento na hora de defender essas pautas.