Inclusão de pessoas neurodivergentes

Neurodivergente não é menos capaz. É diferente — e quem precisa se adaptar é a sociedade, não a pessoa.

Por que essa é a minha causa

TDAH, dislexia, discalculia, altas habilidades, autismo. São formas diferentes de aprender, sentir e produzir. O que atrapalha não é a diferença: é o ambiente montado para um único tipo de gente.

E há um problema que quase ninguém discute: o apoio costuma acabar quando a pessoa completa 18 anos. Some a escola, some o acompanhamento, e o adulto neurodivergente fica sem rede justamente quando precisa entrar no mercado de trabalho.

O que eu vou defender

  1. Apoio que não acaba aos 18

    Continuidade de diagnóstico e acompanhamento na vida adulta, incluindo quem só descobriu a própria neurodivergência depois de adulto.

  2. Educação que se adapta

    Material, prazos e formas de avaliação adaptados — do ensino fundamental à universidade e aos concursos públicos.

  3. Emprego com apoio

    Incentivo a empresas que contratam, adaptam funções e mantêm profissionais neurodivergentes, com acompanhamento nos primeiros meses.

  4. Ambientes sensorialmente acessíveis

    Horários e espaços de baixo estímulo em serviços públicos, hospitais e repartições. Custa pouco e muda tudo.

  5. Enfrentamento ao capacitismo

    Informação permanente nas escolas e nos serviços públicos, porque preconceito também se combate com política pública.

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