Por que essa é a minha causa
TDAH, dislexia, discalculia, altas habilidades, autismo. São formas diferentes de aprender, sentir e produzir. O que atrapalha não é a diferença: é o ambiente montado para um único tipo de gente.
E há um problema que quase ninguém discute: o apoio costuma acabar quando a pessoa completa 18 anos. Some a escola, some o acompanhamento, e o adulto neurodivergente fica sem rede justamente quando precisa entrar no mercado de trabalho.
O que eu vou defender
Apoio que não acaba aos 18
Continuidade de diagnóstico e acompanhamento na vida adulta, incluindo quem só descobriu a própria neurodivergência depois de adulto.
Educação que se adapta
Material, prazos e formas de avaliação adaptados — do ensino fundamental à universidade e aos concursos públicos.
Emprego com apoio
Incentivo a empresas que contratam, adaptam funções e mantêm profissionais neurodivergentes, com acompanhamento nos primeiros meses.
Ambientes sensorialmente acessíveis
Horários e espaços de baixo estímulo em serviços públicos, hospitais e repartições. Custa pouco e muda tudo.
Enfrentamento ao capacitismo
Informação permanente nas escolas e nos serviços públicos, porque preconceito também se combate com política pública.