Cuidar de quem cuida

Atrás de cada pessoa que precisa de cuidado existe alguém que abriu mão da própria vida para cuidar. Essa pessoa também precisa ser cuidada.

Por que essa é a minha causa

Nas duas últimas décadas atendendo famílias no Centro Helena Holanda, eu vi de perto uma coisa que quase ninguém discute: a mãe que largou o emprego, o filho que virou enfermeiro do pai, a irmã que não tira férias há dez anos. São milhões de pessoas sustentando sozinhas um cuidado que deveria ser dividido com o Estado.

Quem cuida adoece. Perde a renda, perde a saúde, perde a própria vida de vista — e ainda escuta que está apenas cumprindo uma obrigação de família. Cuidar de quem cuida não é caridade: é reconhecer um trabalho que hoje é invisível.

O que eu vou defender

  1. Reconhecimento de quem cuida

    Que a pessoa cuidadora em tempo integral tenha o trabalho reconhecido, com identificação, direitos e proteção previdenciária.

  2. Renda para quem abriu mão do emprego

    Apoio financeiro às famílias que perderam uma renda inteira para poder cuidar, e defesa firme do BPC contra cortes e burocracia.

  3. Direito ao descanso

    Centros-dia e cuidado domiciliar temporário, para que a família possa descansar, trabalhar ou se tratar sem deixar ninguém desamparado.

  4. Saúde mental para o cuidador

    Atendimento psicológico na rede pública para quem carrega esse peso todos os dias — hoje o cuidador só é atendido quando já desabou.

  5. Formação e orientação gratuitas

    Capacitação sobre manejo, primeiros socorros e direitos, para que ninguém aprenda a cuidar sozinho, no susto e na tentativa e erro.

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