Por que essa é a minha causa
Nas duas últimas décadas atendendo famílias no Centro Helena Holanda, eu vi de perto uma coisa que quase ninguém discute: a mãe que largou o emprego, o filho que virou enfermeiro do pai, a irmã que não tira férias há dez anos. São milhões de pessoas sustentando sozinhas um cuidado que deveria ser dividido com o Estado.
Quem cuida adoece. Perde a renda, perde a saúde, perde a própria vida de vista — e ainda escuta que está apenas cumprindo uma obrigação de família. Cuidar de quem cuida não é caridade: é reconhecer um trabalho que hoje é invisível.
O que eu vou defender
Reconhecimento de quem cuida
Que a pessoa cuidadora em tempo integral tenha o trabalho reconhecido, com identificação, direitos e proteção previdenciária.
Renda para quem abriu mão do emprego
Apoio financeiro às famílias que perderam uma renda inteira para poder cuidar, e defesa firme do BPC contra cortes e burocracia.
Direito ao descanso
Centros-dia e cuidado domiciliar temporário, para que a família possa descansar, trabalhar ou se tratar sem deixar ninguém desamparado.
Saúde mental para o cuidador
Atendimento psicológico na rede pública para quem carrega esse peso todos os dias — hoje o cuidador só é atendido quando já desabou.
Formação e orientação gratuitas
Capacitação sobre manejo, primeiros socorros e direitos, para que ninguém aprenda a cuidar sozinho, no susto e na tentativa e erro.